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Joaquim Pessoa
O cravo


O cravo

O cravo trevo levado

lavado cheirando a água

cravo meu sangue pisado

peito nora a puxar água


Mágoa sirene do vento

que o vento grita ao correr

mágoa que acende no tempo

um cravo punho a doer


Cravo que é a morte ou é a vida

da vida mais desgraçada

tantas vezes mal sofrida

sofrendo a vida parada


Até que a morte parida

seja a vida libertada


© José-António Moreira 2012